Por Eloíza Souza Soares.
Com base em todos os textos e filmes sugeridos, posso dizer que mesmo a passos lentos, o movimento LGBT vem conseguindo conquista um espaço mais digno na sociedade, e um exemplo disso é a propria parada gay, que nos primeiros anos só atraiam homosssexuais, bissexuais e transexuais e era visto como um acontecimento imoral e escandaloso. Atualmente nas últimas edições têm arrastado uma multidão, inclusive famílias inteiras de heterossexuais. A sociedade já não olha mais com o mesmo preconceito que via antes.
Penso que essa conquista se deu pelo fato de os movimentos LGBTs terem se unido e se organizado, fazendo da parada gay uma oportunidade de abordar temas voltados para o combate ao preconceito e discriminação. E, também pelo fato de os movimentos buscarem desvincular sua imagem de casos de promiscuidade, como acontecia no início das paradas, onde a mídia focava cenas com badernas para se referir ao evento. Hoje os oragnizadores combatem essa visão distorcida, usando a própria mídia para mostrar o lado cultural e enriquecedor do evento.
A respeito do filme Kinsey, pude perceber que retratava uma sociedade em meados de 1940 e que as colocações do biólogo acerca da sexualidade e da opção sexual chocaram a sociedade na época, principalmente porque retratou os desejos homossexuais. Se por um lado o seu primeiro livro foi um sucesso porque defendeu a importância de cada indivíduo conhecer seu próprio corpo e conhecer o corpo do parceiro (a), combatendo a tese da frigidez sexual, o seu segundo livro foi rejeitado porque trouxe à tona os desejos íntimos de muitas pessoas e deu espaço à manifestação homossexual e bissexual.
Entretanto, de 1940 até os dias de hoje, é possivel ver que o cenário que envolve opção sexual sofreu poucas alterações, a sociedade ainda mantém um conceito de perversão e desvios de conduta para quem ousa assumir suas escolhas em desconformidade com o que é considerado padrão. A própria música "Avesso" de Jorge Vercilo constata esse fato, é uma música recente, mas retrata como o preconceito ainda está enraizado nas pessoas. Mostra o quanto ainda é dificil para muitas famílias aceitarem que alguns de seus membros tenham uma escolha diferente do que era desejado e, ainda o quanto muitas famílias reprimem tanto a pessoa ao ponto de jogá-la numa farsa, como falsos relacionamentos e até casamentos em nome dos bons costumes, fazendo da pessoa um prisoneiro dos próprios sentimentos, tornando-se reprimido, acuado e usurpado do direito à felicidade.
Assim, acredito que cada um de nós temos um papel a desenvolver a favor do respeito a diversidade, tanto como educadores, como cidadãos: devemos mostrar que não é errado e nem feio fazer uma escolha que diverge do que é considerado "normal", e, que o fato de fazer tal escolha não deve criar a mentalidade que se tornou uma pessoa promíscua, vulgar ou imoral, se desvalorizando e se deixando marginalizar pelos demais entitulados de "normais".
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Sexualidade, Diversidade e Discriminação
Por Andréia Lima Pereira Dutra
As leituras dos textos referidos e os vídeos sugeridos abordam um tema que ainda gera bastante polêmica “opção sexual” principalmente quando essa opção não condiz com os “padrões” que a sociedade ainda nos coloca como sendo “corretos”, essa visão aos poucos vai sendo mudada, superada, diante do grande volume de informações que a mídia nos proporciona, como os próprios colegas nos mostraram através de reportagens, sites, e-mail, e textos informativos, e da conscientização dos direitos humanos, do livre arbítrio das pessoas em escolher o parceiro ou parceira com que tenha afinidade independente do sexo e da idade. Um exemplo desta conquista de espaço e respeito da sociedade no geral temos o movimento LGBT, que conquistou uma visibilidade pública muito grande através das paradas que acontecem nas principais cidades de todos os Estados, se mostrando assim como um fenômeno social e político mais inovador do Brasil urbano, unindo protesto e celebração. Esse movimento é sem dúvida referência para pensar temas como Diferença, Desigualdade e Identidade que devem ser trabalhados dentro e fora da sala de aula evitando assim a homofobia, evitando co que as práticas homofóbicas cresçam no ambiente escolar e na sociedade o que é um desrespeito ao ser humano, uma forma de discriminação e incentivo à violência social.
As leituras dos textos referidos e os vídeos sugeridos abordam um tema que ainda gera bastante polêmica “opção sexual” principalmente quando essa opção não condiz com os “padrões” que a sociedade ainda nos coloca como sendo “corretos”, essa visão aos poucos vai sendo mudada, superada, diante do grande volume de informações que a mídia nos proporciona, como os próprios colegas nos mostraram através de reportagens, sites, e-mail, e textos informativos, e da conscientização dos direitos humanos, do livre arbítrio das pessoas em escolher o parceiro ou parceira com que tenha afinidade independente do sexo e da idade. Um exemplo desta conquista de espaço e respeito da sociedade no geral temos o movimento LGBT, que conquistou uma visibilidade pública muito grande através das paradas que acontecem nas principais cidades de todos os Estados, se mostrando assim como um fenômeno social e político mais inovador do Brasil urbano, unindo protesto e celebração. Esse movimento é sem dúvida referência para pensar temas como Diferença, Desigualdade e Identidade que devem ser trabalhados dentro e fora da sala de aula evitando assim a homofobia, evitando co que as práticas homofóbicas cresçam no ambiente escolar e na sociedade o que é um desrespeito ao ser humano, uma forma de discriminação e incentivo à violência social.
Sexualidade, Diversidade e Discriminação
Por Flávia Costa Araújo
A sexualidade ou sexo é um tema muito polêmico e discutido na sociedade e nas escolas e para a família, a escola, a religião, a ciência e o Governo é justificada de uma maneira universal relacionada com Deus ou a Natureza, onde a identidade de gênero é considerada natural o heterossexual. No entanto segundo Organização Mundial da Saúde, elaborando definições de saúde sexual, a sexualidade é influenciada por uma série de fatores como a biológica, social, cultural, ética, legal, histórica, religiosa, espiritual e etc.
São reconhecidos três tipos orientação sexual, heterossexual, homossexual e bissexual.
O Movimento homossexual brasileiro divide se em duas ondas, primeira no fim do militarismo no fim dos anos 70 ate anos 80 aliando ao movimento feminista e movimento negro, a segunda onda corresponde a chegada da epidemia da AIDS também na década de 1980. Nos ano de 1990 foram diferenciados os grupos gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais.
Para pessoas que ainda não aceitam as diferentes orientações sexuais é usado o termo homofóbico que significa “ termo usado para se referir ao desprezo e ao ódio às pessoas como orientação sexual diferente da heterossexual”. Segundo Livro Gênero e Diversidade na Escola (p. 112),
“São direitos que assegurarão aos indivíduos a liberdade e a autonomia nas escolhas sexuais, como a de exercer a orientação sexual sem sofrer discriminações ou violência”.
Para aceitação e combate à discriminação sexual de gênero o Movimento LGBT (gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais), vem conquistando seu espaço através de paradas que acontecem nas principais cidades de todos os estados e reivindicando o direito a livre expressão da sexualidade como direito humano.
A sexualidade ou sexo é um tema muito polêmico e discutido na sociedade e nas escolas e para a família, a escola, a religião, a ciência e o Governo é justificada de uma maneira universal relacionada com Deus ou a Natureza, onde a identidade de gênero é considerada natural o heterossexual. No entanto segundo Organização Mundial da Saúde, elaborando definições de saúde sexual, a sexualidade é influenciada por uma série de fatores como a biológica, social, cultural, ética, legal, histórica, religiosa, espiritual e etc.
São reconhecidos três tipos orientação sexual, heterossexual, homossexual e bissexual.
O Movimento homossexual brasileiro divide se em duas ondas, primeira no fim do militarismo no fim dos anos 70 ate anos 80 aliando ao movimento feminista e movimento negro, a segunda onda corresponde a chegada da epidemia da AIDS também na década de 1980. Nos ano de 1990 foram diferenciados os grupos gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais.
Para pessoas que ainda não aceitam as diferentes orientações sexuais é usado o termo homofóbico que significa “ termo usado para se referir ao desprezo e ao ódio às pessoas como orientação sexual diferente da heterossexual”. Segundo Livro Gênero e Diversidade na Escola (p. 112),
“São direitos que assegurarão aos indivíduos a liberdade e a autonomia nas escolhas sexuais, como a de exercer a orientação sexual sem sofrer discriminações ou violência”.
Para aceitação e combate à discriminação sexual de gênero o Movimento LGBT (gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais), vem conquistando seu espaço através de paradas que acontecem nas principais cidades de todos os estados e reivindicando o direito a livre expressão da sexualidade como direito humano.
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